LPF e Move Flow na Recuperação da Diástase Abdominal

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Por Gisele Essy
Fisioterapeuta e Embaixadora Move Flow

 

Você sabia que a combinação entre as metodologias LPF e Move Flow promove um resultado incrível na recuperação da diástase abdominal? Continue a leitura porque esse conteúdo é ouro.

O Que é Diástase Abdominal?

É o afastamento anormal entre os músculos retos do abdômen. Neste artigo, falaremos da diástase após o parto, mas saiba que diástase não acomete apenas mulheres, isso é um grande mito que se tem.

De modo geral, a diástase abdominal após o parto é vista como um problema puramente estético, pois muitas mulheres ficam com um “abdômen de grávida” depois do parto e isso pode mexer muito com sua autoestima neste período da vida.

E se essa mulher, para solucionar a questão estética, não fizer uma boa pesquisa, pode acabar caindo nos tratamentos antigos e pouco adequados para o retorno do seu abdômen: os tradicionais abdominais e treinos de força que aumentem muito a pressão intra-abdominal, ambos estufando o abdômen para fora e favorecendo o afastamento entre retos e as disfunções pélvicas.

 

Diástase, muito além da estética

A diástase abdominal após o parto interfere na funcionalidade do corpo e pode atrapalhar a saúde e qualidade de vida da mulher. Ela compromete a estabilidade lombo-pélvica que, com o tempo, pode gerar dor lombar, alterações posturais, disfunções de movimento e disfunções pélvicas, como o escape de urina e a dor na relação sexual.

Mas isso deve ser visualizado de forma ampla e integral e não apenas como uma “distância entre retos”, pois muitos fatores vão interferir na sua reabilitação como a lactação, intervenções cirúrgicas, o peso e o volume abdominal, patologias anteriores, nível de aptidão física, nutrição, hidratação, a qualidade do sono e o seu contexto psicológico, emocional, social e de qualidade de vida.

Para uma boa recuperação da diástase abdominal é importante pensar e resgatar a funcionalidade da linha alba, dos músculos abdominais, do diafragma, da fáscia tóraco-lombar e do sistema nervoso central.

Ou seja, não podemos limitar nosso olhar à distância entre retos. Além disso, é essencial avaliar a tensão da linha alba nos movimentos corporais e entender que além do trabalho fascial, é de extrema importância programar cargas progressivas nos exercícios do tratamento.

LPF e Move Flow na recuperação da diástase abdominal

Neste contexto, os profissionais do movimento atuam principalmente na recuperação da funcionalidade do abdômen e do assoalho pélvico, melhorando a qualidade de vida e o aspecto estético do abdômen.

Para isso, é essencial regular o tônus da musculatura abdominal profunda que sofreu alterações no período gestacional. Estimular de forma excêntrica  e multidirecional a linha alba também se faz necessário para estimular a regeneração do tecido conjuntivo afetado (através da produção de colágeno, proteína essencial para a regeneração do tecido). Recuperar, através do movimento integrado, a integridade tensional dos tecidos do abdômen, o que levará à reaproximação entre retos.

Por isso, digo que, combinar as metodologias é ouro. Isso porque o LPF entra com maestria na regulação das pressões internas, que sofreu alterações com o processo da gestação e parto, através do vácuo abdominal inserido no momento propício a cada indivíduo.

O Move Flow atua de maneira muito efetiva no acesso e regulação do tônus da Linha Profunda Anterior do Corpo (linha fascial) e da harmonização do tônus de toda a musculatura profunda do abdômen e assoalho pélvico, essenciais para a recuperação da diástase abdominal.

Com esta união, o praticante consegue alcançar os seus objetivos em menor tempo e colhe muito mais benefícios para a sua saúde, estética corporal, autoestima, bem estar e qualidade de vida. Encontre um profissional licenciado nas duas metodologias e desfrute dos benefícios!